Certa vez li uma reportagem na Gloss sobre química. E, sim!, aquela mesma de quando a menina diz "a gente não tem química".
A reportagem vinha explicando vários lances biológicos e relacionados a costumes, até que dei de cara com um depoimento de uma menina que dizia que namorava com um cara lindo. Daqueles homens do sonho: bonitos, sensíveis, inteligentes e românticos. Tudo o que uma menina dá a vida para ter. Ela narrava o quão maravilhoso era o menino mas dizia que não tinha química (nenhuma) com o cara. Resultado? Teve que chutá-lo.
Isso me fez lembrar de algumas experiências minhas. Acho engraçado principalmente a parte biológica dos relacionamentos, porque tem tudo a ver com a variabilidade genética, filhos mais saudáveis, com menor probabilidade de ter deficiências (físicas e mentais) e por aí vai. Tudo isso sentido só por aspectos como o cheiro, o gosto e o tom de voz da outra pessoa.
Mas o que me assusta de verdade é quando o aspecto quimico atrapalha o físico ou mental. Por exemplo: você pode achar um cara bacanérrimo, só que não rola aquele encaixe de bocas. Ou então um Brad Pitt, só que não rola nada na cama. Ou até aquele mega intelectual que sabe falar sobre todos os filmes das últimas cinco décadas, mas que não tem aquela pegada. Enfim, você pode estar com o Johnny Depp na sua frente, pronto pra ser seu e te amar enlouquecidamente durante os próximos sessenta anos, mas não rola química!
Sim, é terrível. É catastrófico. É muito injusto, mas acontece. Nosso corpo é programado pra esse tipo de coisa - soa até meio cruel. Você se sente a mulher que vai ser sempre destinada aos feios e pançudinhos - e, infelizmente, não tem como lutar contra isso. Você pode até arrastar um relacionamento com um cara lindo e, quem sabe, até se casar e ter filhos com ele, mas sempre será insatisfeita amorosamente.
No entanto nós, seres humanos, seres inteligentíssimos, de vez enquando queremos fazer as coisas ao contrário. Imagine só: você amando, sei lá, o George Clooney. Coroão, ultra experiente, bom papo, dinheiro a rodo. E, assim, é amor mesmo. Você sabe que é porque você quer tudo de bom pra ele, você acha ele lindo, você quer ter filhos com ele, você quer que ele se dê muito bem na vida e seja muito feliz independente de ser com você ou não. Amor. Amor mesmo, você sabe que é. Vocês têm conversas ótimas, ele é engraçado, sarado, te leva pra bons lugares, te apresenta pessoas interessantes, faz surpresinhas romanticas e todos esses blablablas. Mas... o George Clooney berra no sexo. Ou ele aperta seus peitos demais. Ou ele gosta mais de cu do que de buceta. Ou ele adora um fio terra. Ou ele gosta de puxar cabelo de mulher na hora H. Enfim, as possibilidades são infinitas e você chega a conclusão que o ele não tem absolutamente nada a ver com você na cama. Você adora sair com ele, conversar, rir e ter papos filósoficos. Mas só de ele chegar perto pra te dar uma 'bitoca' você já lembra dos maus momentos e evita o máximo possível. É, querida, não tem química nem fudendo aí.
Acontece que a falta de química vai sempre existir. Ok, você vai perder Brad Pitts, Johnny Depps e George Clooneys e talvez trocá-los por um Wando ou um Sidney Magal. É triste, mas acontece. O importante é sempre abrir o jogo com os caras e falar que realmente não rola. Tudo bem, tem vezes que você pode dizer "não aperta aí", "vai com calma ai", "não vai tão depressa", mas coisas como o encaixe do beijo não tem muito o que se fazer. É simplesmente uma coisa de cada um e se não deu certo com você, vai dar com outra garota.
A única coisa que não pode acontecer é não ter diálogo, não ter abertura. Porque mesmo que você ache que o cara é o máximo e tenha plena consciência que você o ame, seu corpo vai pedir por caras que tenham química com você. É normal, somos programados para isso, para reproduzir com alguém diferente de nós, alguém que possa nos dar "crias" saudáveis. A partir daí entram aspectos como a traição, a culpa e o arrependimento. Tudo que poderia ser evitado com quinze ou vinte minutos de conversa.
É normal cometer esse erro. É dificil para quem fez e quem sentiu na pele esse tipo de coisa. Primeiro porque quem fez fingiu uma paixão e um tesão que não existia e que precisava ser suprido, e a pessoa que sentiu porque seu mundo desabou, uma vez que não fazia idéia do que se passava dentro da relação.
E, sim, dizer a verdade é duro. Falar o que está realmente acontece é difícil. Mas se você não for uma pessoa muito sincera desde o início, terá que soltar uma bomba de sinceridade no final, a não ser que você queira deixar as coisas semi-resolvidas e sem explicação. Sinceridade é sempre o melhor caminho, por mais que doa; o pior é enganar alguém que se ama e se quer bem.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Objetos sexuais
Sempre achei engraçado como tem um monte de mulher que se diz feminista criticando aquelas propagandas de cerveja cheias de mulheres quase nuas. Me pergunto porque diabos elas tem tanta raiva das companhias se tudo o que elas querem é subir a porcaria das vendas, enquanto quem está se sujeitando ao papel ridículo de pedaço de carne são as garotas contratadas para isso. Aliás, mesmo que elas estejam vendendo essa imagem para um monte de adolescentes desmiolados e coroas barrigudos, contanto que não se vejam dessa forma, tanto faz.
Ou seja, não interessa se você só queira pegar o seu cachê, ou goste de exibir seu corpo ou sabe-se lá quais sejam os motivos das meninas da propaganda, se meia dúzia de homens que não as conhecem irão vê-las dessa forma, elas não podem se sujeitar isso. Afinal, é claro se elas deixarem de fazer a propaganda em nome da opinião masculina, a opressão acabaria. Não.
Não nego que a sociedade seja majoritariamente machista e que ainda existam uma porrada de conceitos equivocados que vamos empurrando porque eles já foram tão embutidos que não são mais perceptíveis. Entretanto, seguindo a linha de pensamento de Hegel segundo a dialética, formulando e reformulando valores, existem três formas de pensamento: tese, antítese e síntese. Dentro dessa linha de raciocínio, o momento por nós vivenciado seria de negação, ou seja, antítese.
A tendência da antítese, no entanto, ao mesmo tempo em que nega o pensamento predominante do presente, naturalmente reafirma os valores do passado, inagurando assim um ciclo infinito ao respeito de todos os conceitos relativos a sociedade e interpretações da realidade por ela proporcionada. Desse modo, o feminismo seria puramente a negação do machismo e, além de ser fácilmente derrubado devido a tendência ao radicalismo típico da antítese, afirmaria a condição machista. Afinal, a existência de qualquer coisa ou causa é intrísceca ao oposto. Dentro desse pensamento, o machismo hoje seria sustentado pela negação proeminente ao feminismo.
Portanto é comum encontrar mulheres que necessitam da afirmação masculina dos valores feminismo. O que, apesar de ser parte de um conceito originalmente machista, representaria o feminismo extremista dentro da concepção atual.
A questão que almejei abordar incialmente é, porém, a opressão ao sexo masculino gerada pelo momento de negação hoje vivenciado.
Apesar das alegações a respeito da tendência social em interpretar a figura feminina como obejto sexual, pouco se fala sobre a cobrança em relação ao desempenho masculino. Pelos motivos antes apresentados que pregam a inversão dos valores tradicionais, o papel masculino dentro do âmbito sexual seria semelhantes ao de uma máquina.
Desse modo, não é reprovável a negação femina ao sexo, enquanto a reprovação masculina remeteria a algo vergonhoso e absurdo. Dentro desses termos opressores, pergunto-me onde teria ido parar a igualdade inicialmente almejada?
O objetivo da moral pregada pela sociadade seria não reprimir, mas imbutir valores no indivíduo, de modo que fossem tão naturais que não seriam perceptíveis sequer. Assim sendo, pelo carácter novo dessa cobrança em relação ao homem, não há ainda real noção dos efeitos psicológicos causados por essa imposição.
A ausência de percepção torna a questão ainda mais danosa, não só pelos efeitos imediatos, como pela provável negação do momento vivido atualmente que virá.
O que resta a dizer sobre a questão é que, como defensora da igualdade de gênero e devido a convicção de que não sou eu, em minha natureza feminina, um objeto sexual, de forma alguma iria impor tal condição cruel a qualquer outro ser, independente do sexo. Assim, finalizo o post (admito que ainda confuso), dizendo que a minha segurança em relação ao que sou está diretamente ligada a forma com que interpreto o que está ao meu redor.
Ou seja, não interessa se você só queira pegar o seu cachê, ou goste de exibir seu corpo ou sabe-se lá quais sejam os motivos das meninas da propaganda, se meia dúzia de homens que não as conhecem irão vê-las dessa forma, elas não podem se sujeitar isso. Afinal, é claro se elas deixarem de fazer a propaganda em nome da opinião masculina, a opressão acabaria. Não.
Não nego que a sociedade seja majoritariamente machista e que ainda existam uma porrada de conceitos equivocados que vamos empurrando porque eles já foram tão embutidos que não são mais perceptíveis. Entretanto, seguindo a linha de pensamento de Hegel segundo a dialética, formulando e reformulando valores, existem três formas de pensamento: tese, antítese e síntese. Dentro dessa linha de raciocínio, o momento por nós vivenciado seria de negação, ou seja, antítese.
A tendência da antítese, no entanto, ao mesmo tempo em que nega o pensamento predominante do presente, naturalmente reafirma os valores do passado, inagurando assim um ciclo infinito ao respeito de todos os conceitos relativos a sociedade e interpretações da realidade por ela proporcionada. Desse modo, o feminismo seria puramente a negação do machismo e, além de ser fácilmente derrubado devido a tendência ao radicalismo típico da antítese, afirmaria a condição machista. Afinal, a existência de qualquer coisa ou causa é intrísceca ao oposto. Dentro desse pensamento, o machismo hoje seria sustentado pela negação proeminente ao feminismo.
Portanto é comum encontrar mulheres que necessitam da afirmação masculina dos valores feminismo. O que, apesar de ser parte de um conceito originalmente machista, representaria o feminismo extremista dentro da concepção atual.
A questão que almejei abordar incialmente é, porém, a opressão ao sexo masculino gerada pelo momento de negação hoje vivenciado.
Apesar das alegações a respeito da tendência social em interpretar a figura feminina como obejto sexual, pouco se fala sobre a cobrança em relação ao desempenho masculino. Pelos motivos antes apresentados que pregam a inversão dos valores tradicionais, o papel masculino dentro do âmbito sexual seria semelhantes ao de uma máquina.
Desse modo, não é reprovável a negação femina ao sexo, enquanto a reprovação masculina remeteria a algo vergonhoso e absurdo. Dentro desses termos opressores, pergunto-me onde teria ido parar a igualdade inicialmente almejada?
O objetivo da moral pregada pela sociadade seria não reprimir, mas imbutir valores no indivíduo, de modo que fossem tão naturais que não seriam perceptíveis sequer. Assim sendo, pelo carácter novo dessa cobrança em relação ao homem, não há ainda real noção dos efeitos psicológicos causados por essa imposição.
A ausência de percepção torna a questão ainda mais danosa, não só pelos efeitos imediatos, como pela provável negação do momento vivido atualmente que virá.
O que resta a dizer sobre a questão é que, como defensora da igualdade de gênero e devido a convicção de que não sou eu, em minha natureza feminina, um objeto sexual, de forma alguma iria impor tal condição cruel a qualquer outro ser, independente do sexo. Assim, finalizo o post (admito que ainda confuso), dizendo que a minha segurança em relação ao que sou está diretamente ligada a forma com que interpreto o que está ao meu redor.
sábado, 2 de abril de 2011
Empatia
Não possuo o talento da minha avó em se penalizar pelos outros. Poucas foram as vezes que, ao me deparar com um mendigo estendido na calçada, eu pude sentir algum remorso pelo meu estômago satisfeito, pelo excesso de amor, educação e conforto que eu esbanjei a minha vida inteira.
Durante anos da minha infância eu lutei contra o meu estômago constantemente embrulhado em uma tentativa desesperada de me salvar do pediatra, da interminável enxeção de saco dos meus avós pelo meu único quilo abaixo do ideal. Quem sabe ainda, em um exemplo mais recente, a horrenda sensação de me obrigar a comer antes de sair no sábado à noite sem querer ver toda a cerveja consumida voltando na privada do banheiro do bar.
O ponto é: a fome não me é familiar ou palpável, quanto mais o incômodo dela resultante.
Em contrapartida a minha indiferença aos necessitados, o mal estar resultante de qualquer contato com violência animal, sem entrar em conceitos mais específicos, é, segundo terceiros, uma afronta a minha espécie e a toda a estrutura da cadeia alimentar.
Felizmente ou não, minha compaixão limita-se ao que me é tangível, e, da mesma forma com que eu me penalizo ao ver noticiado os casos de adolescentes que se tornaram viciados químicos, sou dilacerada por todo e qualquer tipo de agressão a qualquer animal que não humano.
O contato contínuo com alucinógenos e estimulantes me pôs de cara com a impotência que se sente quando o seu amigo está a beira do abismo do vício e se desesperar é a última coisa que vai solucionar o caso. Quando eu leio esse tipo de história, consigo visualizar o desespero da minha própria mãe se eu fosse o último caso de overdose da Zona Sul. E quando ela se perguntasse onde diabos errou, a resposta seria simples: no mesmo ponto onde acertou. Minha educação não me trouxe nada a mais ou a menos do que a de metade dos viciados de colégios particulares, eu poderia muito bem estar cheirando todo fim de semana como a pobre coitada que eu nunca fui.
É triste e eu posso tocar, por isso me toca de volta.
É claro que a maior parte dos adolescentes mais críticos e todo professor de sociologia geneticamente de esquerda vai me difamar até a oitava geração, afinal qualquer menino de classe média tem tudo que poderia pedir e nenhum motivo para fazer a porra de uma burrada desse tamanho e, aliás, eu deveria queimar na fogueira por não me penalizar pela miséria. É culpa de gente como eu, que acha que todo mundo tem a mesma vidinha privilegiada, que o mundo ta desse jeito!, que a sociedade é uma merda, é por isso que existe tanta concentração de renda. Gente como eu que não consegue ver mais do que o próprio umbigo. Não preciso dizer que os esquerdistas me deixam de cabelo em pé. E olha que eu nem tenho tanto cabelo assim.
Não, eu não vou me sentir um monstro por não sentir dor pela miséria. Não partilho daquele submedo de que, se um dia uma desgraça se acometer sobre você, o desespero não vai vir e de repente, você se tornou um insensível digno de repúdio.
Francamente, esse tipo de pensamento me deixa abismada com todo o estardalhaço em volta daquelas seitas como o opus dei (e eu não tenho certeza se o opus dei é de fato uma seita). Qual é a surpresa?! A sociedade tem uma necessidade de se fazer mártir incompreensível.
Aliás, era nessa palavra que eu pretendia chegar; incompreensível. A violência animal me dilacera justamente por não ser entendida. O que sabe um cachorro de motivos quando um grupo de vândalos adolescentes o incendeia? Que conclusão um ser irracional pode ter a respeito da estupidez, da violência gratuita? Tenho absoluta certeza de que o meu filhote de tartaruga nunca havia refletido sobre “a palavra explicação não ter sentido algum”, citando Pessoa, quando levou uma chinelada do meu primo que, no auge dos três anos, pensou ser uma barata.
O que me apavora não é a dor ou a crueldade, que me são tão tangíveis quanto à fome, possuo absoluto horror ao incompreensível e isso inclui desde a utilização do Binômio de Newton (perdoem-me a ignorância) até as questões existenciais mais complexas. Salvo que a minha consciência pode-se conformar com a ausência de sentido, a subjetividade da verdade e a inconsistência do que é real, a do gato da minha vizinha não.
Portanto, perdoem-me os céticos em relação a minha sanidade sentimental e meus instintos de preservação da espécie, mas não há nada mais humano do que o temor ao desconhecido, ao que não é compreendido ou familiar, e a compaixão pelo que lhe é semelhante. Afinal, todo vegetariano radical que joga uma porrada de vídeos sensacionalistas com vacas sendo abatidas na internet, não sente peninha da rúcula. E não sente porque todo animal que utilizamos como alimento nos é muito mais próximo – e similar - do que qualquer vegetal, verdura ou fruta, apesar de todos nós compartilharmos da vida.
O que incomoda não é “nós não precisamos matar, podemos sobreviver sem carne”, e sim que o guincho do porco quando percebe que tudo está acabado, campeão, bem poderia ser o seu. A alface não tem cordas vocais e eu aposto que você não faz fotossíntese.
Mas eu queria voltar ao horror instintivo a tudo que nos é incompreensível e a declaração que um amigo fez a meu respeito:
“A Thais é uma amiga ótima, mas você nunca vai querer tê-la como inimiga.”
Eu realmente fui uma pré adolescente cruel com todo mundo que me incomodou. Mas se fiz meus coleguinhas de classe chorarem, infernizei a vida das meninas da série abaixo colocando pó de mico nos fundilhos das calças delas e enfiei a porrada em um garoto em público, foi porque fui provocada.
É claro que eu tive um retorno prazeroso que me levou ao exagero na minha resposta as provocações que me fizeram. De fato, eu não me incomodava que todos aqueles bodes com quem eu estudava achassem que eu tinha um caso com a minha melhor amiga, mas a mãe dela sim, e eu definitivamente não ia deixar que ela fosse prejudicada porque um moleque de treze anos estava inconformado por ter sido trocado por outro cara cinco anos mais velho e com um piercing da Hello Kitty no umbigo.
Como eu citei anteriormente em outra discussão, se as leis de Newton tivessem alguma aplicabilidade afora a física, o Japão não teria servido de cobaia para duas bombas atômicas por atacar Pearl Harbor.
Segundo a teoria do caos, o bater de asas de uma borboleta pode afetar toda uma cadeia natural e provocar um tufão do outro lado do mundo. O que me leva a concluir que, se alguém é estúpido o suficiente para colocar a cara a tapa sem ter absoluta certeza de que vai sustentar a porrada, então ela foi bem dada. E eu não tenho dúvidas acerca das más intenções dos comentários que fizeram a respeito da minha sexualidade. Apesar de admitir que talvez a menina gorducha e complexada que eu apelidei de grávida me achasse tão lésbica quanto os bebês alterados pós-Hiroshima eram culpados pelo orgulho japonês que se recusou a entregar os pontos.
De qualquer forma, não é como se eu saísse por aí distribuindo pó de mico em todo mundo que eu não vou com a cara. Felizmente, minha pré- adolescência terminou faz alguns anos, assim como meu gosto sádico por infernizar a vida dos meus colegas de classe e me temer como inimiga por causa disso beira o ridículo.
Fatalmente, a única coisa que eu fiz nos últimos quatro anos a respeito daqueles que eu não gostava foi expressar a minha insatisfação da forma mais clara o possível. Se o meu humor ácido assusta, desculpem, mas eu não sabia que sinceridade estava tão fora de moda assim para que todo mundo ficasse tão perdido toda vez que eu faço um comentário estúpido.
O que me parece é que todo esse temor vem de uma incompreensão a respeito das minhas atitudes. Céus!, será possível que o repúdio é tão danoso assim?! Na maior parte das vezes eu tenho senso de humor o suficiente para suportar grosserias a respeito da minha personalidade e não imagino que seja uma característica que exija tanto esforço assim para ser adquirida.
O ponto é: eu sou muito bem resolvida com quem sou. E bem resolvida pode soar pretensioso e o caralho a quatro, mas a verdade é que ninguém com um mínimo de amor próprio pode se ofender a tal ponto com algumas verdades a respeito de si mesmo.
Nos últimos meses, eu venho nutrido uma antipatia especial por uma menina. Ela sofre de baixa auto-estima, depressão, carência e passa a maior parte do tempo disputando umas migalhas emocionais que a tornam mesquinha. A falta de estima é tão grande que, depois de ter levado um fora do ex namorado, a única coisa que a pobre pode fazer foi abrir as pernas para metade dos homens que participavam do meu grupo de amigos. E entre banheiros do playground e rapazes comprometidos, a coitada ainda tenta se convencer de que ela está muito bem pós-termino.
Mas é claro que ele não terminou com ela porque não nutria qualquer sentimento próximo de paixão por ela, mas porque eu devo ter influenciado as decisões dele! E depois de semanas ouvindo comentários a meu respeito, eu perdi a paciência.
Se algum dia eu quisesse ter tido qualquer tipo de relacionamento com esse meu amigo, eu teria tido. Ele estava a disposição quando nos conhecemos e eu definitivamente não sou baixa o suficiente para esperar que ele arrumasse uma namorada para interferir.
Enfim, a lista é longa e eu estou cansando de falar, mas o meu desprezo por ela é enorme e, é claro, a presença em qualquer ambiente é carregada pelo sentimento auto destrutivo dela e, definitivamente, não é saudável.
Eu engoli muito os mais próximos me dizendo que a coitada tinha levado um pé na bunda e estava transtornada, que pisar em cima dela era senão um golpe covarde. Portanto, eu vos digo que ela só é coitada porque se sente assim, eu fui tão jogada para escanteio quanto ela e nem por isso resolvi interferir em relacionamentos alheios abrindo a porcaria das minhas pernas. E, protegendo-a dessa forma, só vão gerar mais complexo e sustentar ainda mais a imagem miserável que ela faz de si mesma. Vos digo que chega e, se vocês se preocupam tanto assim com os sentimentos dela, que a levem para longe de mim. Porque não sou eu que fico transtornada com a opinião alheia a meu respeito.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Traição
Mais ou menos no C.A. eu era um escândalo na escola. Não que eu fosse muito popular (ou o contrário) mas porque eu me recusava a fazer parte do clube das Luluzinhas. Vocês devem estar imaginando que eu fosse um daqueles projetos de fancha-mirim que joga futebol e se recusa a usar lacinho. Felizmente, nunca foi o caso. Pelo contrário, eu mudava o meu penteado todos os dias, era excessivamente vaidosa e tinha todo tipo de apetrecho rosa e fofucho. Porém, eu tinha dois melhores amigos que passavam o recreio falando sobre Harry Potter comigo. Eles eram uns amores e faziam com que eu ganhasse o concurso de mais bonita da sala todos os anos votando em mim.
Até o final da 6ª série todo mundo ainda comentava o absurdo que era eu andar no meio de um monte de garotos. E então algo inédito aconteceu: eu arrumei um pseudo namorado. Isso foi suficiente para que todos os meus grandes "amigos" ficassem morrendo de raiva e passassem a me detestar.
Como eu já havia superado a minha fase Harry Potter e estava mesmo de saco cheio de todas aquelas bobagens pré-adolescentes, arrumei um grupo de meninas e foi uma maravilha. Elas eram muito mais maduras, entendiam sobre tudo o que eu falava e eu tinha companhia até para a depilação! E essas foram as únicas amigas que eu fiz.
Não que eu não aprecie a companhia feminina, muito pelo contrário, sinto falta de ter mais amigas do mesmo sexo. Mas mulher é um bicho muito mais esperto e cínico que o homem.
Isso quer dizer que quando eu conheço um cara e nós começamos a conversar as intenções dele ficam muito claras. Há duas variáveis que são mais comuns:
1. Ele está olhando fixamente para os meus peitos, é óbvio que ele não está ouvindo o que eu estou dizendo e está só esperando uma deixa, melhor partir pra outra.
2. Ele está olhando para os meus peitos e para a minha cara, provavelmente ele está interessado no que eu estou falando mas mesmo assim está esperando uma deixa. Esse pode vir a ser um amigo.
É claro que isso foi uma generalização e tudo pode ser muito diferente. O ponto é que homens costumam ser muito sinceros - e óbvios - enquanto uma mulher poderia muito bem passar uma noite inteira conversando comigo e me chamar de vadia no dia seguinte (sem que eu nunca desconfiasse de nada).
Todos esses fatores aliados com o fato de que a proporção de homens que vem conversar comigo é infinitamente maior que a de mulheres fizeram com que a maior parte do meu círculo de amizade seja masculino.
Porém, meu círculo de amigos - como o da grande maioria das pessoas - é constantemente ampliado. E aí começam os meus problemas.
A pouco tempo atrás eu estava colocando o papo em dia com um conhecido e comecei a notar segundas intenções no assunto e resolvi que era a minha hora de ir embora, no que ele me diz:
"- Mas eu nem fiz nada ainda!".
E ele realmente não tinha. Mas trair não é sair beijando qualquer um por aí com o seu namorado longe.
Existe todo um processo por trás de ficar alguém chamado flerte que faz parte do ficar em si. Então me perdoem os adeptos dessa prática, mas se você passa a noite inteira flertando com alguém e no final dá dois beijinhos e joga o dito cujo pra geladeira, me desculpe, mas a sua fidelidade está abalada.
E o meu problema é justamente esse. Eu aprendi a dar certa abertura para todo mundo que vinha falar comigo e deixar que ela fosse mal interpretada temporariamente e conquistei diversos amigos assim, inclusive os que dizem que tem nojo só de me imaginar pelada e até que se descobriram gays depois!
Enfim, estou aberta a sugestões. Se quiserem me indicar bons lugares para fazer amigos e amigas sem segundas intenções ou falsidade, sou toda ouvidos!
Até o final da 6ª série todo mundo ainda comentava o absurdo que era eu andar no meio de um monte de garotos. E então algo inédito aconteceu: eu arrumei um pseudo namorado. Isso foi suficiente para que todos os meus grandes "amigos" ficassem morrendo de raiva e passassem a me detestar.
Como eu já havia superado a minha fase Harry Potter e estava mesmo de saco cheio de todas aquelas bobagens pré-adolescentes, arrumei um grupo de meninas e foi uma maravilha. Elas eram muito mais maduras, entendiam sobre tudo o que eu falava e eu tinha companhia até para a depilação! E essas foram as únicas amigas que eu fiz.
Não que eu não aprecie a companhia feminina, muito pelo contrário, sinto falta de ter mais amigas do mesmo sexo. Mas mulher é um bicho muito mais esperto e cínico que o homem.
Isso quer dizer que quando eu conheço um cara e nós começamos a conversar as intenções dele ficam muito claras. Há duas variáveis que são mais comuns:
1. Ele está olhando fixamente para os meus peitos, é óbvio que ele não está ouvindo o que eu estou dizendo e está só esperando uma deixa, melhor partir pra outra.
2. Ele está olhando para os meus peitos e para a minha cara, provavelmente ele está interessado no que eu estou falando mas mesmo assim está esperando uma deixa. Esse pode vir a ser um amigo.
É claro que isso foi uma generalização e tudo pode ser muito diferente. O ponto é que homens costumam ser muito sinceros - e óbvios - enquanto uma mulher poderia muito bem passar uma noite inteira conversando comigo e me chamar de vadia no dia seguinte (sem que eu nunca desconfiasse de nada).
Todos esses fatores aliados com o fato de que a proporção de homens que vem conversar comigo é infinitamente maior que a de mulheres fizeram com que a maior parte do meu círculo de amizade seja masculino.
Porém, meu círculo de amigos - como o da grande maioria das pessoas - é constantemente ampliado. E aí começam os meus problemas.
A pouco tempo atrás eu estava colocando o papo em dia com um conhecido e comecei a notar segundas intenções no assunto e resolvi que era a minha hora de ir embora, no que ele me diz:
"- Mas eu nem fiz nada ainda!".
E ele realmente não tinha. Mas trair não é sair beijando qualquer um por aí com o seu namorado longe.
Existe todo um processo por trás de ficar alguém chamado flerte que faz parte do ficar em si. Então me perdoem os adeptos dessa prática, mas se você passa a noite inteira flertando com alguém e no final dá dois beijinhos e joga o dito cujo pra geladeira, me desculpe, mas a sua fidelidade está abalada.
E o meu problema é justamente esse. Eu aprendi a dar certa abertura para todo mundo que vinha falar comigo e deixar que ela fosse mal interpretada temporariamente e conquistei diversos amigos assim, inclusive os que dizem que tem nojo só de me imaginar pelada e até que se descobriram gays depois!
Enfim, estou aberta a sugestões. Se quiserem me indicar bons lugares para fazer amigos e amigas sem segundas intenções ou falsidade, sou toda ouvidos!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Felinos
Meus animais favoritos são - desde os oito anos, antes disso eu gostava de hipopótamos - os gatos. Eles são independentes, ágeis e lindos de serem observados. Além de que às vezes você se depara com aquele gatinho super fujão e que não quer atender aos seus assobios, mas aos pouquinhos, ganhando a confiança dele você consegue dar um afago do meio das costas até o rabo, o que traz um sentimento de "a ha! consegui!".
Já tive algumas experiências principalmente com gatos de rua onde eu os via, chamava-os para perto e começavam os afagos. Aaah.. são nessas horas que você pensa que daria tudo pr'aquele gatinho! Amor, comida e caixa de areia lavada, além de uma casinha pra morar, arranjaria um namorado(a) pra ele(a) não se sentir sozinho, cuidaria dos filhotinhos dele e... no meio da divagação o gato vai embora.
Você fica um tempo olhando pro nada, pensando "ei! mas eu ia te dar amor, comida e caixa de areia lavada!" como se ele tivesse consciência de seus pensamentos. Logo depois você vai perceber que aquele serzinho era só um gato e que ele queria só um pouquinho de carinho. Provavelmente ele adorou os momentos de amor que vocês tiveram, mas quando bateu a satisfação ele simplesmente levantou e seguiu seu rumo.
Existem, tais como os gatos, pessoas assim. Pessoas felinas costumam ser vistas como egocêntricas, hedonistas e egoístas quando, na verdade, acabam só cedendo ao instinto mais gostoso que tem: a vontade de receber carinho.
Dar carinho também pode ser muito bom, mas quem não gosta de se sentir amado e desejado? É preciso aprender com pessoas e situações que podem parecer felinas sem achar que o problema é com você ou que a outra pessoa é que não presta, mas sim se render a nossos caprichos instintivos que, na teoria, não eram para magoar ninguém.
A verdade é que queremos dar só quando sabemos que vamos receber algo em troca. Uma pessoa que parece não ter nada a oferecer simplesmente não parece interessante, quando na verdade pode vir a ser uma ótima companhia e vocês podem tranquilamente chegar num acordo. Basicamente isso pode vir a se tornar uma relação casual muito da agradável onde não é uma obrigação amar o outro e se preocupar mais com ele do que consigo (ou fingir que se preocupa), e é por isso que relações casuais são tão agradáveis: você se sente mais humano, com toda a sua vontade de satisfação própria e egocentrismo transbordando.
Veja bem, não estou influenciando o egoísmo de vocês, só estou dizendo que de vez enquando é bom se sentir meio felino, receber carinho e ir embora a hora que você bem entender! Ou vão dizer que não?
Já tive algumas experiências principalmente com gatos de rua onde eu os via, chamava-os para perto e começavam os afagos. Aaah.. são nessas horas que você pensa que daria tudo pr'aquele gatinho! Amor, comida e caixa de areia lavada, além de uma casinha pra morar, arranjaria um namorado(a) pra ele(a) não se sentir sozinho, cuidaria dos filhotinhos dele e... no meio da divagação o gato vai embora.
Você fica um tempo olhando pro nada, pensando "ei! mas eu ia te dar amor, comida e caixa de areia lavada!" como se ele tivesse consciência de seus pensamentos. Logo depois você vai perceber que aquele serzinho era só um gato e que ele queria só um pouquinho de carinho. Provavelmente ele adorou os momentos de amor que vocês tiveram, mas quando bateu a satisfação ele simplesmente levantou e seguiu seu rumo.
Existem, tais como os gatos, pessoas assim. Pessoas felinas costumam ser vistas como egocêntricas, hedonistas e egoístas quando, na verdade, acabam só cedendo ao instinto mais gostoso que tem: a vontade de receber carinho.
Dar carinho também pode ser muito bom, mas quem não gosta de se sentir amado e desejado? É preciso aprender com pessoas e situações que podem parecer felinas sem achar que o problema é com você ou que a outra pessoa é que não presta, mas sim se render a nossos caprichos instintivos que, na teoria, não eram para magoar ninguém.
A verdade é que queremos dar só quando sabemos que vamos receber algo em troca. Uma pessoa que parece não ter nada a oferecer simplesmente não parece interessante, quando na verdade pode vir a ser uma ótima companhia e vocês podem tranquilamente chegar num acordo. Basicamente isso pode vir a se tornar uma relação casual muito da agradável onde não é uma obrigação amar o outro e se preocupar mais com ele do que consigo (ou fingir que se preocupa), e é por isso que relações casuais são tão agradáveis: você se sente mais humano, com toda a sua vontade de satisfação própria e egocentrismo transbordando.
Veja bem, não estou influenciando o egoísmo de vocês, só estou dizendo que de vez enquando é bom se sentir meio felino, receber carinho e ir embora a hora que você bem entender! Ou vão dizer que não?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Os "ex"
Todo mundo - ou quase - nota que é só começar a namorar que o interesse do sexo oposto por você parece triplicar. Você estava lá, livre, leve e solta, sem receber nenhuma ligação no sábado a noite, foi se comprometer e de repente, pimba! seu celular parece que se mudou pra Salvador e em fevereiro.
Não sei se é aquela velha história de que as pessoas só dão valor quando perdem ou se tudo que é proibido é mais gostoso, mas é o tipo da coisa que não faz sentido para mim. Não só pela visão que tenho em relação a traição, mas pelo número de pessoas que ressurgiram das cinzas. É que surgiu uma interrogação enorme na minha cabeça e eu me pergunto "Por que diabos agora?!".
Você saia com o cara todo fim de semana por meses a fio e ele parou de te ligar. Parou de se interessar pelas suas histórias, passou a estar sempre ocupado.. e então ele vem te falar que você é linda e se lamentar pelo seu namoro. E, apesar de ser tão cínica o possível quando eu quero, não seguro minha língua nessas horas não.
"E por que voce não me procura mais?"
"Eeeeu?! Mas você tá namorando!"
E seguem as desculpas.
Então volta um qualquer que você conheceu no verão e pintou um clima mas nunca chegaram nos finalmentes e diz "Mas poooxa, você tinha que namorar logo agora??", como se você não conhecesse ele a anos.
Vem um ex e te questiona sobre a sua fidelidade. Aparece aquele cara que estava sempre enrolado com os milhares de relacionamentos dele e ele tá desempedido para você.
E então, querida, então você se lembra que nenhum deles te quis nos seus domingos solitários.
Não sei se é aquela velha história de que as pessoas só dão valor quando perdem ou se tudo que é proibido é mais gostoso, mas é o tipo da coisa que não faz sentido para mim. Não só pela visão que tenho em relação a traição, mas pelo número de pessoas que ressurgiram das cinzas. É que surgiu uma interrogação enorme na minha cabeça e eu me pergunto "Por que diabos agora?!".
Você saia com o cara todo fim de semana por meses a fio e ele parou de te ligar. Parou de se interessar pelas suas histórias, passou a estar sempre ocupado.. e então ele vem te falar que você é linda e se lamentar pelo seu namoro. E, apesar de ser tão cínica o possível quando eu quero, não seguro minha língua nessas horas não.
"E por que voce não me procura mais?"
"Eeeeu?! Mas você tá namorando!"
E seguem as desculpas.
Então volta um qualquer que você conheceu no verão e pintou um clima mas nunca chegaram nos finalmentes e diz "Mas poooxa, você tinha que namorar logo agora??", como se você não conhecesse ele a anos.
Vem um ex e te questiona sobre a sua fidelidade. Aparece aquele cara que estava sempre enrolado com os milhares de relacionamentos dele e ele tá desempedido para você.
E então, querida, então você se lembra que nenhum deles te quis nos seus domingos solitários.
Namoros
Namorar. Eu sempre tive meu jeito próprio de encarar essa pequena palavra tão presente e até talvez tão assustadora. Aliás, namoro é uma das poucas coisas que não divido a mesma opinião com minha amada companheira e escritora, mas já estamos acostumadas com nossas opiniões polêmicas.
Mesmo toda mulher que gosta de conviver com bons cafajestes também podem arrumar namoros (veja só!) mas uma coisa é certa: todas esperamos o mesmo dessa relação tão casual e tão séria ao mesmo tempo.
Ao meu ver namoros são coisas completamente egocêntricas, mas o que não é? Somos seres que naturalmente nos vemos em primeiro lugar e isso não deve ser de forma alguma censurado, e se for, não passa de pura hipocrisia.
Falo isso porque todos nós, homens e mulheres, queremos ser amados e desejados, e nada melhor que um namoro, onde há uma super devoção de ambas as partes, para se amar sem riscos e desconfianças. Na teoria pelo menos.
Um namoro serve, basicamente, para uma troca mútua de carinhos. Tudo bem que não precisa ser imposta uma nomenclatura nem nada do gênero para isso, mas uma vez que é imposta não há problemas para com isso. Toda menina, mesmo que sempre tenha se afinado melhor com caras que não querem nada e que são puramente ”cafajestes”, esperam de um namoro (com alguém que julgam mais apropriado) só atenção e carinho. Somos todas iguais nesse ponto: se começamos a namorar é porque realmente nos interessamos pela pessoa em questão e queremos ser amadas por ela.
Eu sei, é um texto cheio de melações de menininha, mas é a pura verdade e a pura expectativa que colocamos em um relacionamento. Parece que até as meninas mais maduras e independentes viram vítimas indefesas em seus respectivos namoros, e não há nada de mau nisso!, é bom se sentir vulnerável e ter alguém parar aparar as lágrimas não por ter um laço sanguíneo ou de obrigação com você (me desculpem as mães) mas por simplesmente gostar do que você é da forma mais egocêntrica possível. Sem ofensas.
Namorar é muito bom. Parece que nada vai te abalar pelo simples fato de que há alguém sempre ali pra você. E o que é mais gratificante é ser você mesmo sabendo que o outro te entenderá por amá-lo da forma que você é.
Namoros não acontecem por conveniência ou porque você corre atrás deles, isso é o mais bacana: eles simplesmente acontecem na hora e no momento certo e isso os dão mais importância e veracidade.
Fecho então essa minha série (uns três textos?) quase que inteiramente dedicada a namoros e suas vertendes escrevendo uma coisa uma vez boa deste. Feliz ano novo galerinha, e boa sorte com seus namoros!